São José: Um Coração de Pai que ensina a cuidar, acolher, servir, educar

Publicado em: 19 março 2021

Para celebrar os 150 anos do Decreto Quemadmodum Deus, pelo qual o Bem Aventurado Papa Pio IX  declarou São José Patrono da Igreja Universal, o Papa Francisco, com a Carta Apostólica Patris Corde, estabelece o ano Jubilar Josefino que concluirá a 08 de dezembro de 2021. Em tempos de crise, e de turbulências, emerge serena a figura ímpar do Custódio do Redentor, que traz tranquilidade, coragem e proteção ao povo de Deus e a toda humanidade.

A pandemia nos fez sentir-nos órfãos, isolados, exânimes e profundamente desolados ante a mortandade de nossas famílias. Nada mais crucial e importante que, nestes momentos, contar com um Pai que assume sua responsabilidade e missão, que tem empatia e ternura para tirar-nos do sufoco e da opressão. Um Pai que está sempre pronto para tutelar, proteger e encorajar olhando com compaixão e desvelo para nossas carências e sofrimentos.

Um lírio de pureza de coração, que sempre acolhe com bondade nossas súplicas, dúvidas e incertezas. Um Pai trabalhador, que serve e ensina a servir, com mãos calejadas e braços solidários que oferecem sempre uma ajuda partilhando a vida e os parcos recursos que se tem. A Igreja deve ser uma família Josefina, hospitaleira, samaritana e misericordiosa, coerente no falar e no fazer, proclamando o Evangelho do trabalho, da vida e da fraternidade, construindo um mundo novo a partir de Nazaré, a partir da casa e da oficina do carpinteiro, onde se forma o homem novo.

Que aprendamos com ele a preciosidade do silêncio e da contemplação, na conversão a uma vida simples e íntegra, na bem querência, no bem viver com toda a Criação, de braços dados com a paz e a justiça.  Que São José nos acompanhe na superação da Pandemia e da Sindemia (conjunto de pandemias) para nunca voltarmos à  antiga normalidade da desordem, do triste descarte e da cruel indiferença, conduzindo-nos,  nos passos de seu Filho Jesus Cristo, à civilização do amor, da partilha e do cuidado para com todas as pessoas e criaturas. Deus seja louvado!

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

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