Padroeiro Diocesano

A devoção a São Rafael na Diocese de Luz

A devoção a São Rafael na Diocese de Luz foi incentivada, de modo admirável, por Dom Manoel Nunes Coelho, primeiro bispo e devoto fervoroso de São Rafael. A São Rafael foi dedicado o primeiro hospital criado na sede do bispado, um colégio e a própria Diocese de Luz, que, a partir de 1933, passou a tê-lo por padroeiro oficial e perpétuo.

São Rafael é o protetor dos viajantes, dos cegos, das famílias e, declarado padroeiro do Brasil, iria continuar a conduzir a pátria por caminhos de paz. Por assim entender, Dom Manoel empreendeu uma campanha incansável para obter a declaração, por decreto pontifício, de São Rafael, o padroeiro do Brasil.

Com esse intento, empreendeu diligências junto a autoridades eclesiásticas e governamentais e escreveu inúmeros artigos para revistas e jornais, inclusive uma carta circular aos bispos do Brasil, de 29/09/1931, propondo que São Rafael fosse constituído padroeiro do Brasil para coroar a obra de “recristianização da pátria”. Sua 22ª Carta Pastoral, datada de 11 de novembro de 1931, foi dedicada ao tema e veio intitulada “São Raphael e o Brasil – do que se pode esperar da influência de São Raphael, como padroeiro, nos destinos do Brasil”. Não conseguiu o intento. Talvez, por o Brasil já ter uma padroeira, Nossa Senhora Aparecida, por decreto assinado pelo Papa Pio XI, aos 16/07/1930. No entanto, o mesmo Papa assinou decreto declarando São Rafael Arcanjo Padroeiro perpétuo da Diocese de Luz, por esta estar sem padroeiro, desde a sua criação.  Assim, em 29 de agosto de 1933, através da 24ª Carta Pastoral, intitulada “Sobre o padroado de São Raphael”, Dom Manoel apresentou à Diocese de Luz o seu padroeiro oficial e conclamou o povo a festejá-lo, pela primeira vez.

A devoção a São Rafael, tal como vivida por Dom Manoel, constitui um precioso legado à Diocese de Luz. Dele, resulta uma Igreja despojada, preocupada com o bem comum e com a paz social, solidária com os pobres e sofredores; uma Igreja que se faz presente e próxima das pessoas no seu dia a dia, amparando a sua fé e alimentando sua identidade de cristãos. Ante o ateísmo prático e a precariedade das relações pessoais da sociedade atual, carente de valores que a fundamente e oriente, surge a Igreja Diocesana.

 

A peregrinação do padroeiro

O padroeiro São Rafael também ganhou destaque nas comemorações do centenário. Uma peregrinação iniciada em julho de 2017, justamente na contagem regressiva para o jubileu, a imagem partiu, visitando todas as 33 cidades e 53 paróquias do território diocesano.

Uma nova imagem em resina foi adquirida para a peregrinação, bem parecida com a primeira. A original foi, então, restaurada para as comemorações.

Atualmente, ela se encontra na Catedral Nossa Senhora da Luz, em Luz/MG.

São Rafael foi acolhido por onde passava, com muita festa, oração, terço e missas. Ele visitou e abençoou cada canto dessa grande e centenária Igreja.

Hino a São Rafael

Seguro guia entre os guias,

Como igual ninguém achou,

A quem o velho Tobias

Seu jovem entregou

A nós que sofremos tanto,

Nesta jornada cruel,

Dirige, socorre, oh! Santo

Arcanjo São Rafael

Companheiro, exemplo, amigo,

Que ao imperito viajor,

Arredaste do perigo

Dando-lhe crença e vigor

E após no rude caminho

Constantemente o amparar

Restituiste-o ao carinho

Do seu restaurado lar

Curaste o pai da cegueira

E em todos, roto esse véu,

Cresceu a luz verdadeira

Da Fé que conduz ao céu,

São Rafael, igualmente

Sê de modo senhoril,

Patrono da nossa gente,

Guarda e mestre do Brasil.

 

Letra de Conde Affonso Celso

Música: Patícia Maria Cezelina Bahia de Oliveira

Por ordem do Exmo. Revmo. Sr. Bispo de Aterrado

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