Pastoral Diocesana do Dízimo produz vídeo motivacional para os paroquianos

Publicado em: 29 dezembro 2020
Bernadete Seixas

A coordenação da Pastoral diocesana do Dízimo, por meio do padre assessor Marcelo Albino da Costa produziu um vídeo motivacional para os paroquianos.

No vídeo é apresentado os trabalhos desenvolvidos dentro das paróquias e comunidades com o dinheiro do dízimo dos paroquianos. Além de ser uma prestação de contas a todos que contribui para o crescimento financeiro e de evangelização da Igreja.

De acordo com o assessor diocesano da Pastoral do Dízimo, padre Marcelo, a entrega do Dízimo é gratidão de quem sabe reconhecer as bênçãos e graças de Deus em sua vida. Em qualquer tempo o dízimo é sinal de compromisso e fidelidade de quem se sente parte da comunidade pela acolhida. O dízimo não é o que me sobra, mas sim minha parcela no compromisso com a evangelização e sustento da minha igreja.  Em tempos de pandemia o dízimo se torna expressão ainda mais forte de quem confia em Deus e sabe partilhar. Nos momentos difíceis da vida, como nesse tempo difícil que vivemos nosso dízimo é prova de quem jamais esquece de Deus e das necessidades de sua Igreja, comentou.

Padre Marcelo, ainda destaca e agradece aos dizimistas. “Obrigado dizimista pelo seu compromisso e pela sua fé que te fez ser perseverante e atento às necessidades da Igreja. Que sua fidelidade no dízimo se reverta pra vc e sua família em muitas bênçãos e graças”.

Veja o vídeo

O dízimo na vida do católico”!

Nos tempos do Antigo Testamento, a Lei de Moisés prescrevia o pagamento obrigatório de 10% dos rendimentos do fiel (pagos na forma de bens e mantimentos, principalmente produtos agrícolas) para manter a tribo de Levi e os sacerdotes, responsáveis pela manutenção do Tabernáculo e depois do Templo, já que eles não tinham direito a heranças e territórios. Esses mantimentos eram também usados para assistir aos órfãos, viúvas e pobres em suas necessidades. Depois da destruição do Templo (no ano 70 dC), a classe sacerdotal e os sacrifícios cessaram, e os rabinos passaram a recomendar que os judeus prestassem auxílio aos mais necessitados.

Hoje, o dízimo é uma doação regular e proporcional aos rendimentos do fiel, que todo batizado deve assumir. É antes de tudo uma grande graça, pois é uma forma concreta que o cristão tem para manifestar a sua fé em Deus e o seu amor ao próximo, já que é por meio dele que a Igreja se mantém em atividade, sustenta seus trabalhos de evangelização e realiza muitas obras de caridade e assistência aos menos favorecidos. Pelo dízimo, podemos viver as três virtudes mais importantes para todo cristão: a Fé, a Esperança e o Amor-caridade, que nos levam mais perto de Deus. O dízimo é um compromisso. Representa a nossa vontade de colaborar, de verdade, com o Projeto Divino neste mundo.

A palavra “dízimo” significa “décima parte”, e a sua origem está nos 10% que os judeus davam de tudo o que colhiam da terra com o seu trabalho. Também hoje todos são convidados a oferecer, de fato, a décima parte daquilo que ganham, mas isso não é um preceito: ninguém é obrigado e ninguém deve ser constrangido a fazê-lo. O importante é entender que o dízimo não é esmola. Deus, que jamais nos priva da nossa liberdade, merece a doação feita com alegria. – O que é doado de boa vontade faz bem a quem dá e a quem recebe!

Cada pessoa deve definir livremente, sem tristeza nem constrangimento, qual percentual dos seus ganhos irá separar para o dízimo. Como visto, a Igreja não exige a doação de 10% de tudo o que você ganha. Porém, para ser considerado dízimo, é preciso que seja realmente um percentual, isto é, uma porcentagem dos seus ganhos, sendo no mínimo 1%. Se alguém ganha R$ 1.000,00 e oferece R$ 10,00, isto ainda pode ser considerado dízimo. Menos do que isso, porém, seria uma oferta.

A entrega do dízimo normalmente é mensal, porque a maioria das pessoas recebe salário todo mês. Já os que recebem semanalmente, por exemplo, podem combinar de entregá-lo uma vez por semana. O importante é saber que o dízimo deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade com que se recebem os ganhos regulares.

Cada vez mais católicos se conscientizam da importância do dízimo e das ofertas. É bom encontrar as igrejas limpas, bem equipadas, com tudo funcionando bem… Mas, infelizmente, muitos se esquecem de que, para isso, todos precisam colaborar! Somos a Família do Senhor, e cada templo da Igreja é uma casa de todos nós. A Igreja conta com o seu desejo de viver em Cristo, de assumir de fato o papel e a missão de ser, junto com seus irmãos de fé, membro de um mesmo Corpo: aceite o chamado de nosso Pai Eterno e diga sim ao compromisso de levar adiante os trabalhos evangelizadores da sua paróquia. Informe-se sobre como se tornar um dizimista e faça bem a sua parte.

Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria. ”   (2Cor 9,7)

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