Paróquia SVF cria selo comemorativo do Centenário Dehoniano em Formiga

Publicado em: 16 setembro 2019
Bernadete Seixas

No início de setembro, a Paróquia São Vicente Férrer, em Formiga, criou e divulgou oficialmente o selo comemorativo do Centenário Dehoniano na paróquia formigense, que será comemorado em 26 de novembro de 2022.

Antes da comemoração do centenário, a Paróquia prepara um calendário festivo para marcar a data.

De acordo com o pároco, padre Marcelo dos Reis, SCJ, estamos prestes a comemorar os cem anos de trabalhos juntos à comunidade paroquial bem como o nosso município e em nossa querida Diocese. Os dehonianos estão presentes contribuindo para o anúncio do reino, comentou.

O selo comemorativo vem contribuir para lembrarmos desta feliz data.

Saiba mais sobre o selo

A circunferência lembra o sol que ilumina a todos: é o Sagrado Coração de Jesus que tanto amou padre João Leão Dehon (fundador da Congregação dos padres do Sagrado Coração de Jesus) e imbuído do Espírito Santo. Inspirou padre Dehon e seus primeiros companheiros o carisma dehoniano.

A cor dourada recorda o Jubileu de Jequitibá referente ao 100 anos. 100 anos da presença da congregação na Diocese de Luz. A cor dourada também reforça a luz lembrando Nossa Senhora da Luz, mãe do SCJ.

Dentro da circunferência está o nome da paróquia assumida em 1922. E no dia 26 de novembro de 1922 chegaram em Formiga/MG, os dois primeiros dehonianos: padre José Fidelis Fóxius (pároco de 22 a 24) e  padre Vicente Schaffhausen, que assumiram, a pedido de Dom Manuel Nunes Coelho (Bispo do Aterrado hoje Luz). A Paróquia São Vicente Férrer, que naquela época abrangia vários distritos do município que atualmente são cidades. Com estes dois homens iniciava uma presença que marcaria e marca ainda hoje a história dos formiguenses. Dom Belchior, segundo bispo de Luz, escreveu: “Formiga era uma cidade de espírito acanhado, para não dizer traumatizada, pois em tempos não distantes deixara de ser sede do bispado por motivos pouco lisonjeiros”.

Abaixo está a Cruz Dehoniana, dentro da circunferência. Essa cruz é o símbolo que os padres e religiosos dehonianos usam. A história da Cruz Dehoniana remonta aos tempos de padre Dehon, o fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus – Os Dehonianos, em 1878. Mais exatamente, podemos fazer memória do que viveu padre Dehon na década de 1880. Segundo escreve padre David Quintal, ela foi terrível para padre Dehon. Os motivos de sofrimento e de humilhação surgem e sucedem-se: paralisia da mãe em 1880, incêndio no Colégio São João em 1881, a morte do pai em 1882, atitudes críticas por parte do bispo de Soissons, suspensão da Congregação de 1883 a 1884 e ainda a situação instável de sua própria saúde. Envolto em tanto sofrimento, padre Dehon apenas repetia: “Posso apenas pronunciar o meu Fiat, o meu Faça-se.” Anos mais tarde, recordando estes acontecimentos, ele escrevia: “Sabe Deus aquilo que sofri naqueles dias de morte. Sem uma graça especial, teria certamente perdido a razão ou a vida. Que angústias, que dilacerações! A cruz que mais pesa não é a que buscamos, mas a que vem dos homens ou dos acontecimentos da vida. Uma vítima de amor sabe que não tem escolha. Deve pura e simplesmente imolar-se sem lamentos e sem preferência.”Foi nesse espírito que aconteceu em 1978, em Handrup, norte da Alemanha, o primeiro Festival da Juventude Dehoniana, marcando o centenário da Congregação. Este Festival foi preparado e organizado por jovens padres, professores e formadores das duas grandes escolas da Província alemã: St. Sebastian e Gymnasium Leoninum. A participação foi tão entusiasmada e o engajamento tão forte que já no ano seguinte foi organizado um segundo Festival da Juventude no Colégio St. Sebastian na cidade de Stegen, sul da Alemanha. Outra vez a participação dos jovens impressionou. Cerca de mais de mil jovens participaram ativamente do Encontro. Seus idealizadores foram Pe. Franz Hoch e Pe. Heinz Faller. Para ambos os Festivais foram desenhadas cruzes para serem usadas e estampadas como símbolos. Os dois desenhos eram muito diferentes entre si, mas a cruz desenvolvida em 1979 no Colégio St. Sebastian foi melhor recebida pelos participantes e ficou conhecida como a Cruz de Stegen. Seu idealizador foi o professor de artes daquela escola, Sr. Erhard.

No ano de 1979, padre August Hülsmann, SCJ, era o responsável pela Pastoral Vocacional e foi o primeiro a usar a Cruz de Stegen em um trabalho vocacional. O primeiro modelo em metal foi desenvolvido por um joalheiro da cidade de Pforzheim, mas não agradou aos seus idealizadores. Foi então que Pe. August iniciou a fabricação da cruz na cidade de Idar-Oberstein, na região Sudoeste do país. A divulgação da cruz foi crescendo e encontrando cada vez mais admiradores. Posteriormente as cruzes começaram a ser produzidas em madeira na Itália, mas segundo padre August foi no Brasil que ele encontrou a variação mais bonita, cunhada em alumínio fosco e metal brilhante. A grande diferença na divulgação da Cruz Dehoniana foi feita por padre Zezinho na década de 1980, logo após sua turnê de shows na Alemanha.

Em várias partes do mundo a Cruz Dehoniana foi conhecida por muito tempo como a “Cruz do padre Zezinho”.

Com informações da paróquia

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