Missionários participam da XXI Romaria das Águas e da Terra em Lagoa da Prata

Publicado em: 17 setembro 2018
Bernadete Seixas

O domingo, 16 de setembro, foi marcado pela XXI Romaria das Água e da Terra. O evento foi na paróquia São Francisco de Assis, em Lagoa da Prata e reuniu missionários de todo o Estado de Minas Gerais.

O encontro iniciou na parte da manhã, com a celebração da Santa Missa presidida pelo bispo Dom José Aristeu e concelebrada por padres da Diocese de Luz e com a presença do Frei Gilvander. Neste ano, a Romaria teve como tema e lema: “Das nascentes do Rio São Francisco às Terras da Justiça, cuidando da mãe terra e da irmã água”, sob a proteção de São Francisco de Assis, patrono da Romaria.

Sob a coordenação da Comissão Pastoral da Terra – CPT, o evento reuniu mais de 50 missionários vindos de várias regiões de Minas, agentes das Comunidades Eclesiais de Base, da Cáritas e de outras pastorais. Antes do grande evento foi realizada a Semana de Missão em preparação para a Romaria nas 11 comunidades da Paróquia de São Francisco, em Lagoa da Prata.

Durante a semana, a Missão foi reafirmada, em todo o processo, a convicção da urgente necessidade da defesa das águas, das nascentes; da defesa da produção de alimentos saudáveis, sem os danos dos agrotóxicos; da defesa dos direitos da terra e da água como dons de Deus e não como mercadorias. E ainda, em sintonia com o Papa Francisco, afirmamos que tanto as monoculturas como a mineração afetam gravemente a biodiversidade e os ecossistemas ( cf. LS,39). Nós, missionários, voltamos radiantes das missões, porque experimentamos a presença do Deus da vida no meio do povo, ouvimos muitas histórias e clamores por água, terra e pão, visitamos centenas de famílias, refletimos e celebramos a fé na luta pela mãe terra e pela irmã água. Quanta fé! Quanta resistência e sabedoria! As missões também revelaram muitos problemas e desafios experimentados pelas comunidades rurais: nascentes, córregos e rios secando, muitas pessoas enfermas. O desmatamento e as monoculturas, com uso abusivo de água, estão causando a desertificação do centro-oeste de Minas, explicou Frei Gilvander.

O missionário ainda ressaltou que a atual situação das águas é preocupante. Muitas cidades da região vêm sendo abastecidas por poços artesianos e pratica-se a “capina química” das ruas; tais práticas não favorecem o risco de contaminação. E diga-se a verdade que, aqui e ali, se constata a realidade de poços artesianos secando. Neste cenário, reafirmamos o compromisso de repensar e reverter esta situação, de modo que, as águas e a terra sejam preservadas como dádivas de Deus para as gerações futuras e para todos os organismos vivos.

No sábado à noite, em Lagoa da Prata, houve ainda um momento cultural da Romaria.

Neste ano a Diocese de Luz recebeu o evento da Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais. O evento conhecido como Pré-romarias foram realizadas nas cidades de Arcos, São Roque de Minas e Formiga.Além das iniciativas nas Foranias de Bom Despacho, Bambuí e Abaeté que despertam o compromisso para com as questões ecológicas no horizonte da Laudato Si.

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