Formação contínua de catequistas: a verdadeira missão

Publicado em: 29 junho 2020

Que bom seria se todos os nossos catequizandos fossem verdadeiros praticantes da fé, assíduos nas missas dominicais, conhecedores das orações, dos ritos litúrgicos e criados por uma família que, desde cedo, orientou os seus na doutrina católica. Seria muito bom que todos já fossem membros de uma ou duas pastorais.

Que tal uma turma de catequese em que todos são coroinhas e filhos de ministros da Eucaristia? Não foi assim com os próprios discípulos de Cristo e não será assim conosco. De outra forma, não nos seria apresentada a verdadeira missão. Vamos falar um pouco sobre Simão.

Formação contínua de catequistas a verdadeira missão

Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Sabemos que Simão foi um discípulo que integrou o grupo dos cinco primeiros que Jesus escolheu e que se tornou Pedro, o primeiro Papa, pedra fundamental sobre a qual a Igreja de Jesus Cristo foi edificada (Mt 16,18). Que mais tarde viria a escrever: “Assim, pois, os que sofrem segundo a vontade de Deus entreguem suas vidas ao Criador, que é fidedigno, e dediquem-se à prática do bem” (1Pd 4,19). Mas, quando ouviu o anúncio da crucificação de Jesus, esbravejou: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” (Mt 16,22). Se o próprio Cristo tem
entre Seus discípulos uma pessoa tão difícil de lidar, por que com nossa turma de catequese deveria ser diferente?

Qual é a verdadeira missão do catequista?

Entre as vezes que Jesus repreendeu Pedro, este foi chamado de fraco na fé, pedra no caminho e até satanás. Primeiro, porque duvidou: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mt 14,31), e depois porque demonstrou que não tinha compreendido a missão do Messias: “Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim as dos homens!” (Mt 16,23). Como lidar com alguém assim?

O material que indico, neste artigo, não é – essencialmente – para uso direto nos encontros, mas para leitura e reflexão do próprio catequista. Padre Joãozinho escreveu um livro intitulado “Como liderar pessoas difíceis: a arte de administrar conflitos”, publicado pela Editora Canção Nova, e que pode ser adquirido no site através do link nas referências deste texto.

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No livro, o padre analisa a personalidade de cada um dos apóstolos e faz uma reflexão sobre como Jesus liderou cada um deles. Sobre Pedro, o padre diz que “é um líder amoroso”. Sobre a escolha como pedra fundamental, o livro traz que Pedro “tirou nota dez na prova de fé e um pouco menos na prova do amor. O que o salvou foi a prova da sinceridade”.

Saibamos, portanto, reconhecer os “Pedros”, também os “Tiagos”, os “Mateus”, os “Felipes” e os demais apóstolos, que são bem descritos no livro de padre Joãozinho. A verdadeira missão do catequista é transformar as pedras no caminho em pedras angulares. Não desanime ou reclame quando, nas suas turmas, participarem crianças, jovens ou adultos que, a princípio, pareçam não compreender nada dos ensinamentos de Jesus. Esses são nossa verdadeira missão.

Os que têm uma boa formação familiar só precisam de orientação e ensinamentos da Doutrina. São importantíssimos participantes da comunidade, e junto deles podemos fazer muitas boas obras, inclusive, auxiliando-nos a lidar com as pedras do caminho.

Que o Espírito Santo de Deus nos guie e nos ilumine nos ensinamentos e na orientação daqueles que são pedras nos nossos caminhos, fazendo deles verdadeiros cristãos, pedras edificadoras da Igreja de Jesus Cristo. Que assim seja e bons encontros!

Referências:

Link para o livro “Como liderar pessoas difíceis”: https://loja.cancaonova.com/livro-como-liderar-pessoas-dificeis-a-arte-de-administrar-conflitos
BÍBLIA SAGRADA. Tradução da CNBB, 18 ed. Editora Canção Nova.
ALMEIDA, João Carlos. Como liderar pessoas difíceis: a arte de administrar conflitos – 9 ed. São Paulo; Editora Canção Nova, 2012.

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