Dom Aristeu participa da Ordenação Episcopal de Dom Moacir, em Itapecerica/MG

Publicado em: 16 agosto 2016
Bernadete Seixas

No dia 13 de agosto, a Diocese de Divinópolis amanheceu em festa! Pois, foi o grande dia da ordenação do Monsenhor  Moacir Arantes. Milhares de pessoas estiveram presentes na cidade de Itapecerica – MG para participarem da sua Ordenação Episcopal. A Matriz de São Bento ficou lotada de familiares e amigos, vindos de várias partes do Brasil.

Filho de Bento Alves Arantes e Irene Pinto de Araújo, Dom Moacir é o 13º de 15 irmãos. Formou-se em filosofia e teologia em Belo Horizonte e foi ordenado padre em 14 de agosto de 1999. Já foi pároco, administrador paroquial e vigário em seis municípios da Diocese de Divinópolis, bem como reitor do Seminário Diocesano, membro do conselho Presbiteral e Coordenador da Pastoral  Vocacional. Foi assessor eclesiástico da Pastoral Familiar no Regional Leste 2 (Espírito Santo e Minas Gerais) e, por último, Assessor Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A Ordenação de Dom Moacir teve como ordenante o Bispo Emérito de Divinópolis, Dom José Belvino e co-ordenantes o bispo de Divinópolis, Dom José Carlos, e o arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz. Além de centenas de padres, a cerimônia contou com a presença de Dom Luis Carlos, Dom João Bosco, Dom Zicó, Dom Gil, Dom Mário, Dom José Aristeu, Dom Tarcisio, Dom Miguel e do Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

Com quase 60 anos de sacerdócio e 35 anos de bispo, Dom José Belvino ficou surpreso ao receber o convite para ser o bispo ordenante de Moacir Arantes.

Conforme o Código de Direito Canônico, cân. 403, “Quando as necessidades pastorais da diocese o aconselharem, sejam constituídos um ou vários bispos auxiliares, a pedido do bispo diocesano…”. Como o próprio nome diz, cabe aos auxiliares colaborarem na ação pastoral da Igreja particular, em funções concordes com o diocesano em trabalho e espírito. Com mais de 2,4 milhões de habitantes nos 27 municípios de sua abrangência territorial, segundo dados do IBGE de 2015, a Arquidiocese de Goiânia há tempos precisa de um segundo bispo auxiliar, como declarou o arcebispo, Dom Washington.

Dom Moacir sentiu o desejo de ser padre por volta dos 20 anos de idade, segundo sua mãe, Irene Pinto de Araújo, 86 anos. Aos 22 ingressou no seminário. “Levei um susto quando ele disse a primeira vez que ia ser padre”, contou em entrevista. Dona Irene revelou que não quis interferir na escolha do filho, mas sempre respondia a ele que seria uma “maravilha” ter um padre na família. Ela contou, ainda, que resolveu fazer uns testes para saber se o jovem Moacir realmente tinha vocação. “Ele sempre me dizia que seria padre e, para testá-lo, eu dizia que ele não ia ser, que havia muitas meninas querendo namorá-lo, mas contrariado, ele dizia que seria sacerdote.

Na última vez que fiz esses testes, ele me deu uma resposta que jamais esquecerei. “Mamãe, eu serei padre e cuidarei muito bem das ovelhas que a mim forem confiadas”. Sobre o filho agora ser bispo, Dona Irene não tem muita noção da dimensão do trabalho que ele irá assumir, mas disse que continuará rezando pelo filho. “Uai! Sempre falaram que ele seria bispo nas paróquias por onde passou. Os irmãos dele também. Vou continuar rezando por ele como sempre fiz, pois o Moacir já andou nesse mundo todo e hoje não existem mais distâncias, não é? ”.

Dom Moacir

m_imagens_14820161554580Natural de Itapecerica (MG), Moacir Silva Arantes nasceu em 03 de junho de 1969. Foi ordenado diácono em fevereiro de 1999 e sacerdote no dia 14 de agosto do mesmo ano, pela imposição das mãos de Dom José Belvino, na Matriz de São Bento, em Itapecerica. É filho de Bento Alves Arantes e Irene Pinto de Araújos.

É formado em Filosofia e Teologia pela PUC de Belo Horizonte (MG). Em sua trajetória sacerdotal, padre Moacir foi assessor diocesano da Pastoral da Juventude, em 1995; coordenador da Pastoral Vocacional (2001 a 2003); reitor do Seminário Diocesano (2000 a 2003); representante dos presbíteros (2004 a 2005); diretor Espiritual no Seminário de Teologia (2010 a 2014); assessor eclesiástico diocesano da Pastoral Familiar (2004 a 2014); membro do Conselho Presbiteral da diocese (2000 a 2014); membro do Conselho Diocesano de Pastoral (2001 a 2014); membro do Conselho Diocesano de Formação Sacerdotal (2000 a 2014); Conselheiro nas Equipes de Nossa Senhora – ENS (1999 a 2016).
Na CNBB, padre Moacir foi assessor eclesiástico da Pastoral Familiar do Regional Leste 2 (2011 a 2015). E, do início ano de 2016 até sua ordenação episcopal exerceu a função de assessor nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, na CNBB.

Sua ordenação episcopal foi realizada no dia 13 de agosto de 2016, na Matriz de São Bento, em Itapecerica/MG.

Brasão

A comunhão apostólica e a dimensão peregrinante da fé na missão do Bispo são expressas, sobre o escudo, pelo CAPELO ou CHAPÉU PRELATÍCIO, com os cordões e as doze borlas verdes. O cristão Bispo, como discípulo-missionário, é peregrino que caminha para Deus e para Ele deve conduzir o povo, confiado aos seus cuidados.

O chamado a viver a justiça e a  misericórdia é representado pelo ESCUDO em formato de couraça (Ef 6,14), lembrando que esta couraça deve revestir todo cristão, principalmente, aqueles que recebem um ministério a ser exercido em favor do povo de Deus.

A fidelidade, sinal do amor e condição para o exercício do ministério, construída na renúncia a si mesmo e no seguimento a Cristo, é expressa pela CRUZ (Mc 8,34,) que sustenta tanto o escudo como o lema do novo Bispo.

A missão de Bispo de atualizar a caridade de Cristo na realização de Seu Projeto Salvífico (Jo 6,83) passa pela compreensão das necessidades concretas das pessoas (Lc 9,13). Esta Caridade Pastoral, na vida do pastor, tem a Eucaristia com fonte (cor amarela e trigo) e a Bem-Aventurada Virgem Maria (cor azul e estrela), “Estrela da Nova Evangelização” (EG), como modelo e guia para o cristão Bispo.

No centro do escudo, está o CAJADO, recordando o serviço de Pastor a que o cristão Bispo é chamado por Deus como membro do colégio episcopal (Jo 21,15-17), para cuidar e apascentar o povo de Deus a ele confiado. Dentro da curvatura foi colocada a MEDALHA DE SÃO BENTO recordando a terra natal do novo bispo – Itapecerica -, que tem como padroeiro o Abade São Bento, onde o mesmo recebeu sua iniciação cristã, exerceu sua missão de cristão leigo e recebeu o ministério sacerdotal.

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O lema episcopal

“Com Simplicidade de Coração”, o LEMA, que servirá de guia e motivação para o novo bispo, é tirado de Cl 3,22 para recordar que todo serviço, vivido na obediência sincera do coração, deve ser motivado, não pelo desejo de agradar os homens ou alcançar vantagens, mas pela necessidade de agradar a Deus, servindo-o com amor, obediência e simplicidade; pois, somente Ele, pode conceder a justa recompensa a seus servidores.

Fonte: Diocese de Divinópolis

Textos: POR TÚLIO VELOSO / FERNANDO CÉZAR / PEDRO JÚNIOR

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