Católicos em Células da Paróquia São Judas Tadeu finalizam o 4º módulo de formação

Publicado em: 14 novembro 2019
Bernadete Seixas

Nos dias 09 e 10 de novembro, foi realizado o quarto e último módulo de formação dos Católicos em Células, da Paróquia São Judas Tadeu, em Formiga. O encontro foi no salão da Comunidade Santo Antônio.

Os Católicos em Células são pequenos grupos de pessoas em constante multiplicação, que procuram evangelizar, fazer discípulos e desempenhar o ministério através das relações cotidianas.

O Movimento é recente na paróquia e o grupo ainda encontra-se em formação, que são ministradas pelo padre Fábio Vieira, SCJ, da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, onde há uns anos já funciona os Católicos em Células.

De acordo com a coordenação das Células do São Judas, Renato Santos, são quatro os módulos de formação e foi iniciado em fevereiro deste ano. Nos encontros há orações, estudo da palavra e convivência.

Renato, explica que atualmente, na Paróquia São Judas, são três células protótipo se reunindo e já gerando frutos. Cada membro está comprometido com a oração, estudo da palavra, com a convivência e também com os serviços da paróquia, comentou.

Durante este tempo de formação cerca de 30 pessoas estiveram participando para depois se tornarem multiplicadores.

No último módulo, a coordenação agradeceu o apoio do atual pároco padre João Bosco que acolheu o movimento e compareceu na formação. Renato, ainda ressaltou o ex-pároco padre Ubiratan de Oliveira, que acolheu o início dos trabalhos e ao pároco da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, padre Fábio e a sua equipe que com muito esforço e dedicação passaram os conhecimentos, experiências e testemunhos que contribuirão muito para a formação e conhecimento.

Saiba mais sobre os Católicos em Células

Os Católicos em Células são constituídos de 8 até 15 pessoas que se reúnem semanalmente como uma família, e que têm compromisso de participar nas atividades da Igreja local (a comunidade maior, por exemplo, a paróquia).

Nelas, vivencia-se os 5 propósitos de Deus para a Igreja:

Koinonya – comunhão fraterna;
Liturgia – louvor e adoração;
Catequese – edificação dos discípulos pela Palavra;
Martyria – anúncio de Cristo;
Diakonia – serviço uns aos outros.

A célula é uma comunidade e não uma mera reunião. Todavia, no seu encontro semanal esses 5 propósitos são manifestados, em seus 5 estágios, também chamados de 5′Es: Encontro, Exaltação, Edificação, Evangelismo e Entrega.

O propósito básico de uma célula é evangelizar e crescer, para multiplicar-se e formar discípulos de Cristo. Isto é conseguido através da realização de sete finalidades:

  1. Crescer na intimidade com o Senhor;
    2. Crescer no amor recíproco;
    3. Compartilhar Jesus com os outros;
    4. Realizar um ministério no Corpo místico da Igreja;
    5. Dar e receber apoio;
    6. Treinar novos líderes;
    7. Aprofundar a própria identidade de fé.

Os pequenos grupos ou células sempre fizeram parte do povo de Deus. Veja o exemplo de Moisés (cf. Ex 18,21) e o testemunho de Jesus, que liderou a primeira célula da Igreja com os Doze (cf. Mc 3,14).

Onde a célula se reúne?

Priorizamos as reuniões nos lares, mas a célula pode se reunir também em empresas, escolas, salões de condomínios, em qualquer lugar que propicie o bem-estar dos membros.

Por que uma célula não pode ter mais que 12 ou 15 pessoas?

Porque num grupo maior não há tempo suficiente para que todas as pessoas compartilhem e recebam ministração. Além disto, sendo um dos valores da visão de células o acompanhamento pessoal dos membros, este se torna impossível com um número alto. Por fim, também as casas normalmente não comportam grandes grupos.

O que a célula não é:

Grupo de devoção – Existem muitos grupos devocionais que se reúnem nos lares. São baseados em práticas religiosas como o terço e as novenas. Certamente têm sua utilidade, mas diferem essencialmente quanto aos propósitos das células.

Grupo de oração – Normalmente esse tipo de grupo é composto de pessoas que têm a seguinte atitude: “O que o grupo pode fazer por mim?” (Emprego, cura, conhecimento…). Um dos estágios da reunião da célula é a oração, mas não é esta a sua maior proposta.

Grupo de discussão bíblica – Estes grupos, também conhecidos como círculos, não estimulam a comunhão fraterna tanto quanto uma célula. Além de atender às reais necessidades das pessoas, a célula é uma experiência aberta a acolher novas pessoas, e jamais pode se fechar em si mesma.

Grupo de formação – Estes grupos oferecem um crescimento espiritual num ambiente fechado e exclusivista. Na célula acontece o discipulado dos membros, mas ela não para nisto.

Uma pastoral ou ministério – Na Igreja cada pastoral (ministério) tem uma tarefa específica a realizar (por exemplo: canto, serviço aos pobres, acolhida, pregação, ensino etc.). A célula, por ser uma miniatura da Igreja, não se limita a uma ou algumas tarefas da Igreja, mas a cumprir todos os propósitos de Deus, não como um grupo de trabalho, mas como uma comunidade, onde o “ser” sempre vem antes do “fazer”.

Portanto, célula não é um grupo de cristãos fechado (um clube), criado só para algumas pessoas da Igreja (uma panelinha); ela é uma pequena comunidade cristã que tem a multiplicação do corpo de Cristo como objetivo. E embora tenha reuniões, não se limita a elas. Célula não é um dia por semana, mas uma comunidade viva, em ação, onde os membros são comprometidos uns com os outros, dentro e fora das reuniões. Também não são grupos paralelos à estrutura do corpo eclesial (a comunidade maior), mas são justamente a base vivificante deste corpo.

Como é uma célula?

Na biologia, a célula não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para gerar um corpo inteiro. Nesse sentido, célula é a miniatura da Igreja se reunindo nos lares, é uma pequena comunidade e que atua como centro de treinamento ministerial, pois além de seus membros vivenciarem o “amai-vos” (cf. Jo 13,34), são capacitados para o “ide” (cf. Mt 28,19).

A célula imprime um estilo de vida, de modo que seus membros não conseguem separar fé e vida. Por isso, testemunham Cristo no meio em que vivem (oikos), penetrando nos variados segmentos da sociedade, como sal e luz (cf. Mt 5,13-14).

A convivência dos irmãos é o que garante vida à célula. Nela são gerados fortes vínculos de comunhão, de amizade e de aceitação. Algumas células são homogêneas (exemplo: somente casais, jovens, mulheres…), outras heterogêneas (integrando pessoas de diferentes sexos e idades).

Fonte: http://catolicosemcelulas.com.br/

 

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