Catedral Diocesana Nossa Senhora da Luz

A Diocese do Aterrado, hoje Diocese de Luz, foi criada em 1918, a pedido do arcebispo de Mariana, Dom Viçoso. Dentre os elementos necessários para se criar uma Diocese, era imprescindível providenciar uma catedral. Para atender a essa exigência, a igreja paroquial (hoje Santuário Nossa Senhora de Fátima) foi elevada a catedral, por tempo indeterminado.

Ela foi a primeira catedral do bispado e continuou até ser substituída pela atual, que foi construída entre os anos de 1936 e 1942. A substituição da velha catedral foi decisão do bispo diocesano Dom Manoel Nunes Coelho. Ele desejava uma catedral maior e mais bonita. Dessa forma, não poupou esforços para a nova construção.

A nova Catedral Nossa Senhora da Luz

Dom Manoel trabalhou para envolver o máximo de pessoas possível. As bases foram feitas em mutirão. Viam-se aos domingos, no canteiro de obras, perto de 1000 pessoas trabalhando, crianças, jovens, idosos, homens e mulheres, ricos e pobres, enfim, todos se reuniam aos domingos para poder ajudar nos trabalhos braçais. O sino foi comprado pelas crianças da Diocese. Entre elas, foram realizadas campanhas durante as festas.

O processo de construção da catedral aconteceu de forma rápida, mais do que o previsto. Depois de quase seis anos de trabalho, no dia 21 de setembro de 1941, foi inaugurada a nova catedral.

Essa data foi escolhida devido às possibilidades de Dom Antônio dos Santos Cabral, arcebispo de Belo Horizonte. Dom Cabral queria, ele mesmo, inaugurar o novo templo e, para isso, aproveitou a data que estaria presente em Luz/MG. O coro da paróquia de Formiga se apresentou durante a missa. Também estiveram presentes alguns bispos de Guaxupé/MG, Uberaba/MG e Belo Horizonte/MG e diversas autoridades da região. O discurso proferido em ocasião da inauguração foi o mesmo da solenidade de bênção da pedra fundamental.

Com tal atitude, Dom Manuel deu um grande grito de vitória diante da grande obra. Com o discurso, gerou em seu povo o sentimento de dever cumprido. Deixou claro que a obra foi um trabalho de toda a Diocese.

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