Aprendamos com as vitórias e derrotas

Publicado em: 20 maio 2020

Devemos nos desesperar?

Liturgia: At 17,15.22-18,1; Sl 148; Jo 16,12-15;

Na Grécia, Paulo esteve em Atenas e aproveitou mais uma oportunidade para evangelizar. Diante de tantos altares, Paulo observou que havia um dedicado a “um deus desconhecido”, pois o apóstolo usou desse elemento para chamá-los à fé ao Único Deus. Paulo falou que era o Deus criador. Deus não tem necessidades e nada pode conte-Lo, depois, ele falou da vinda do Senhor para julgar e, por fim, falou da Ressurreição. Ah, quando falou sobre a Ressurreição, os atenienses se fecharam e não quiseram mais ouvi-lo. Porém, a missão do apóstolo não foi vã, pois alguns se aproximaram dele e abraçaram a fé.

A missão foi um fracasso? Paulo não usou as palavras certas? Sua técnica não foi boa? Bom, acredito que Paulo avaliou depois o que deu errado, e se deu errado. No entanto, fica a lição: não esperemos sucesso em tudo o que realizarmos só porque temos a Deus, vamos assumir que não somos perfeitos. O insucesso ou nossas falhas nos revelam: somos falhos nem todos irão nos acolher e tudo fazermos pelo Senhor sem esperar recompensa humana.

Foto ilustrativa | Wesley Almeida/cancaonova.com

No Evangelho, Jesus sabia das limitações dos discípulos e, naqueles três anos de convivência, transmitiu o máximo que pôde. Contudo, ainda disse que, muitas coisas não seriam capazes de compreender, mas quando viesse o Espírito da Verdade, então, compreenderiam até as realidades futuras.

“Não esperemos sucesso em tudo o que realizarmos só porque temos a Deus, vamos assumir que não somos perfeitos”

Assim aconteceu com os discípulos que se tornaram os apóstolos: o Espírito da Verdade os guiou, os ensinou e revelou a eles até mesmo coisas futuras. Quantos santos e santas, pessoas de comunhão com Deus, em vários tempos foram capazes de exortar e acalmar os homens? Tudo o que vivemos, de certa forma, já havia sido revelado por Jesus e pelos santos. Então, devemos nos desesperar? Não, nossa resposta deve ser como a dos santos, continuar a confiar em Deus, continuar a amar a Deus e servir ao próximo.

Por fim, lemos que Paulo não teve tanto “sucesso” na pregação, porém, alguns se converteram, e isso acredito que o alegrou. Que na força do Espírito Santo e abertos a Ele, nós possamos acolher a direção de Deus e amar sempre Jesus, independente do resultado. Aprendamos com as vitórias e com as frustrações.

Pai das Misericórdias e Deus de toda consolação, ouvi-nos!

Padre Márcio Prado
Vice-reitor do Santuário do Pai das Misericórdias

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