Pastoral do Surdo completou dois anos na Paróquia São Carlos Borromeu

Publicado em: 13 julho 2020
Bernadete Seixas

São dois anos evangelizando com as mãos…

Neste mês de julho, a Paróquia São Carlos  Borromeu, em Lagoa da Prata, comemorou dois anos de trabalhos da Pastoral do Surdo.

A data neste ano foi celebrada no domingo, 12 de julho, às 19h30, com uma Missa em Ação de Graças, presidida pelo pároco padre Cássio Wagner Alves Vieira e contou com os membros da Pastoral.

 

O começo

Fundada em Lagoa da Prata pela jovem Mariana Azevedo, com o apoio do pároco o padre Cristiano Caetano Leal, da Paróquia São Carlos Borromeu, a Pastoral dos Surdos vem desenvolvendo trabalhos com portadores de necessidades especiais dentro da igreja católica. Apaixonada pela Língua Brasileira de Sinais (Libras), Mariana conta que a ideia de levar o projeto para Lagoa da Prata surgiu quando ela ainda estudava em Divinópolis e teve a oportunidade de trabalhar com a cultura surda.

“Eu fui estudar em Divinópolis, e no curso de pedagogia entrei em contato com a língua de sinais e me encantei. A partir disso, recebi uma proposta para estagiar numa escola de Divinópolis, e lá conheci o universo de várias pessoas surdas. Frequentava os mesmos ambientes, conversava. E foi aí que conheci a Pastoral dos Surdos, em Divinópolis. Lá, eles fazem interpretação da missa todos os domingos, ajudam na Catequese, Sacramento, Batismo, tudo. A pastoral auxilia o surdo em todo o processo”, explicou.

Em Lagoa, o projeto incentivou as pessoas surdas a frequentar missas e a entenderem com perfeição o ritual católico. “No ano passado, com o apoio do padre Cristiano e na cara e na coragem interpretei a primeira missa sozinha. Hoje a nossa pastoral funciona com uma frequência de oito a dez surdos nas missas”, disse.

Após um ano de projeto, Mariana dá cursos de Libras na cidade e busca parceiros para dar continuidade e tornar as missas em Lagoa da Prata mais acessíveis. “Eu comecei a formar pessoas engajadas na igreja que queriam ajudar nas interpretações, oferecendo o curso”, conforme ela, os alunos agora estão participando de um outro curso com um intérprete de Belo Horizonte para se especializarem ainda mais e assim poderem contribuir nas missas da cidade.

“Além das missas, já tive a oportunidade de ajudar num curso de batizado, onde um dos nossos surdos seria padrinho, então eu fui no curso e interpretei para ele para que ficasse por dentro das obrigações. Nosso serviço é missionário, um serviço para a igreja”, declarou.

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