04/01/2018

Qual é a importância de viver a maturidade na oração?

Não podemos ser infantis e achar que a nossa vontade é o melhor para nós

Como deve ser a nossa oração? Orar com poder não quer dizer que nós sejamos poderosos; orar com poder é orar de forma tal, que deixemos de atrapalhar Deus, quando Ele faz Suas vontades em nossa vida.

Os discípulos de Jesus aproximaram-se d’Ele, da mesma forma que nos aproximamos d’Ele hoje: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11,1). Esse pedido nasceu da admiração deles, ao vê-Lo orando. Os discípulos se deram conta de que, não sabiam como orar, e pediram ao Senhor que os ensinasse.

Jesus se fez homem para nos ensinar o que é ser humano; porque não sabemos ser gente, ser humanos. Quando olhamos para o ser humano, vemos uma tarefa, uma missão: realizar os sonhos de Deus em sua vida. O Senhor nos criou com uma missão, um projeto, Ele se fez Homem para mostrar o que é ser homem.

É importante nos darmos conta de que fomos escolhidos por Deus e não viemos a este mundo por acaso. Existe um sonho de Pai, um projeto de Deus para nós, por isso, nossa primeira atitude deve ser a de nos esforçarmos para nos adequar a esse projeto divino.

A oração do Pai-Nosso

Jesus nos ensina a oração do Pai-Nosso em duas passagens, mas, em Lucas 11, ela está em uma forma mais abreviada: “Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o Vosso nome, venha o Vosso Reino'”. Aqui já acontece uma revolução, algo extraordinário, o Senhor nos ensina a orar ao Pai para realizarmos o Reino d’Ele, o reinado de Deus em nossa vida.

No início, isso é um esforço humano, mas Deus nos visita e concede o dom, a graça de orar. Não somos nós, mas é Cristo que ora em nós pelo Seu Espírito. A Palavra diz que, o Senhor reza constantemente, como se vê no Evangelho de Marcos, quando Ele estava no Horto das Oliveiras: “Não seja feita a minha, mas a Tua vontade”. Para que isso aconteça, é preciso o conhecimento a respeito do querigma, ou seja, o primeiro anúncio do amor de Deus, da necessidade de renunciar ao pecado e buscar a conversão.

Os perigos da oração pagã

 

A oração pagã é diferente: nela, as pessoas perguntam qual é vontade delas e não a de Deus. Um exemplo de oração pagã moderna é o livro “O Segredo”. Nele, há puro paganismo, milhões de pessoas estão caindo nesse erro. A obra fala da lei da atração: se desejamos as coisas boas, estas acontecem, mas se desejamos as ruins, elas também acontecem. Segundo a autora, é preciso desejar intensamente aquilo que se quer. Sobretudo, são universitários e pessoas com um grau de cultura, que o estão adquirindo. São materialismo e paganismo disfarçados, os preceitos contidos nele são enganosos. Ela consegue nos enganar, porque mexe com o pecado original em nós: queremos ocupar o lugar de Deus em nossa vida. Tantas pessoas morrendo de fome na África (…). Será que essas pessoas não desejam comida?



Está faltando maturidade para compreender o que é a vida humana. Não podemos ser infantis e achar que, a nossa vontade é o melhor para nós. O pagão age como os profetas de Baal, os quais clamam por aquilo que desejam; já o cristão expressa o desejo de fazer a vontade de Deus. Se Cristo é nosso Mestre e Senhor, quem somos nós para achar que a nossa oração vai ser uma coisa fácil? Muitas vezes, fazer a vontade d’Ele é um verdadeiro “parto”, ou seja, doloroso, mas é sempre o melhor para nós. Mesmo que essa vontade nos assuste, mesmo que vejamos uma cruz,sabemos que por trás dela está a ressurreição para nós.

Nós estamos prontos para fazer a vontade de Deus? Façamos com que o nosso coração entre em sintonia com ela (vontade de Deus). Deus é o oleiro que modela o barro. Temos que parar de nos comportarmos como se fôssemos criadores.

Vício em eletrônicos pode desenvolver patologias

 

As  pessoas estão se tornando dependentes das tecnologias, o que pode ocasionar em vícios eletrônicos

O que antes era uma preocupação apenas com os adolescentes, por ficarem horas e horas em jogos virtuais, se estende a classe dos adultos e o pior, até mesmo das crianças. Muitos pais na ânsia de ter um tempo “livre” para eles, sem choro e sem necessidade de dedicação aos filhos, usam como moeda de troca o tablet e o celular, oferecendo precocemente aquele que pode ser o grande vilão da vida adulta do seu filho. Por isso, gostaria de questionar: será que estamos sabendo utilizar os eletrônicos, em especial os meios de comunicação?

Essa tem sido a pergunta de muitos estudiosos, saber quais são as influências e, para bem dizer, os malefícios que esse vício pode causar, assim como sua forma de tratamento.


Muito já se falou dos jogos, mas agora gostaria de levantar os questionamentos acerca dos meios de comunicação virtual. Pode se dizer que nunca foi tão fácil acessar a internet como atualmente, são poucos os lugares que não é possível se conectar. E quando isto não acontece, o caos está instalado. Quem nunca ouviu uma pessoa dizer, “aqui não tem nada para fazer, não tem nem internet!” ou “aqui tem Wi-Fi?
Qual a senha?”

Atendimento psicológico

Partindo do princípio que: tudo que está em exagero pode se tornar uma doença; então, poderíamos dizer então que o excesso de tempo envolvido com tais eletrônicos é uma patologia e que para isso já existem clínicas de recuperação nos grandes centros. Já se imaginou internado em uma clínica de recuperação por não conseguir se controlar com uso desses meios? Ainda não se trata de uma realidade comum tais internações, no entanto, o número de pessoas atendidas em consultórios psicológicos sim.

As pessoas não chegam nos consultórios dizendo que possuem dependência de internet, jogo patológico ou nomofobia (“no mobile fobia”, ou “fobia de ficar sem celular”), eles chegam se queixando das consequências de tais patologias, que são a baixa autoestima, distúrbios de humor, depressão, fobias e irritabilidade.

Normalmente esses comportamentos dificultam as relações sociais feitas na vida real, sendo então um “refúgio” para aqueles que são retraídos, tímidos, inseguros, complexados, pois, nesse mundo imaginário, posso me refugiar, distrair, ser quem eu desejo ser, porque hoje é muito comum criar um fake (pessoa imaginária) e fazer tudo aquilo que gostaria de fazer e não “consigo”.

Distúrbios atencionais

No entanto, não são apenas alterações emocionais que podem gerar estss dependências. Estudiosos da mente humana, tem buscado estudar quais implicações neurológicas, tais dependências tem causado. A princípio, o que se pode dizer é que esses tais excessos, podem causar distúrbios atencionais.

Uma vez que, durante as atividades virtuais, sejam elas jogos, trabalho, estudo, lazer, dentre outros; estimula-se mais o campo da atenção alternada (alternância do foco entre mais de um estímulo para captar cada uma das atividades em separado, eficazmente), com isso, geramos no cérebro uma necessidade de receber constantemente esse estímulo. Em contrapartida, o campo da atenção concentrada (capacidade de desconectar-se de um campo mais amplo de atração, seja visual ou auditivo, a fim de isolar-se ou focar-se em um número reduzido de estímulos), um outro tipo de atenção humana, não menos inferior que a atenção alternada fica “atrofiada”, pois, não tem recebido estímulo suficiente. Esse desequilíbrio prejudica diretamente o processo de aprendizagem e memória do ser humano, uma vez que, auxilia a transição de informações novas, da área da memória de trabalho para a memória de longo prazo.

Contudo, se você acha que não depende tanto da internet para se relacionar, se distrair e se manter informado (jornais impressos e televisionados, também, oferecem informações), lanço um desafio: desligue sua internet por um período do dia, observe suas reações e veja até onde você depende emocionalmente desta ferramenta.

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