Carta aos pobres: Não amemos com palavras, mas com obras

Não amemos com palavras, mas com obras

Querido Povo de Deus da Diocese de Luz.

Paz e bem!

 

O Papa Francisco instituiu o “Dia Mundial dos Pobres” que será celebrado pela primeira vez no próximo dia 19 de Novembro. Um convite a “fixar o olhar em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade.” Um dia que nos motive a reagir à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro. Um dia em que possamos nos abrir à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade como sinal concreto de fraternidade.

 

Em dezembro de 2016 nasceu em nossa Diocese a “CáritasLuz”. Um organismo que expressa o amor no coração da Igreja. Amor este dedicado sobretudo aos pobres e excluídos. Inspirada pelo Cristo Bom Pastor e comprometida com o testemunho do Reino a Cáritas Diocesana realizará sua segunda assembleia no dia 18 de novembro, às vésperas do Dia Mundial dos Pobres, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo em Arcos-MG.

Neste contexto a “CáritasLuz”, em comunhão com a caminhada pastoral diocesana, deseja nos motivar a concretizarmos em gestos de comunhão, os apelos do Papa Francisco, em nossas comunidades fazendo eco ao clamor do Evangelho: “Enviou-me para Evangelizar os pobres.” (Lc 4,18) O Papa deseja que as comunidades cristãs se empenhem na criação de muitos momentos de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda concreta, tais como:

  1. Convidar os pobres e os voluntários para participarem, juntos, na Eucaristia deste domingo, de modo que, no domingo seguinte, a celebração da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo resulte ainda mais autêntica.
  2. Neste domingo aproximemo-nos deles: será um momento propício para encontrar o Deus que buscamos. Como ensina a Sagrada Escritura vamos acolhê-los como hóspedes privilegiados à nossa mesa; poderão ser mestres, que nos ajudam a viver de maneira mais coerente a fé. (cf. Gn 18, 3-5; Hb 13, 2), Com a sua confiança e a disponibilidade para aceitar ajuda, mostram-nos, de forma sóbria e muitas vezes feliz, como é decisivo vivermos do essencial e abandonarmo-nos à providência do Pai.
  3. Na base das múltiplas iniciativas concretas que se poderão realizar neste Dia, esteja sempre a oração. Não esqueçamos que o Pai Nosso é a oração dos pobres. De fato, o pedido do pão exprime o abandono a Deus nas necessidades primárias da nossa vida. Tudo o que Jesus nos ensinou com esta oração exprime e recolhe o grito de quem sofre pela precariedade da existência e a falta do necessário.

Que cada comunidade abra o seu coração para acolher e incluir os pobres na caminhada do Povo de Deus. Não com palavras, mas com gestos concretos que sinalizem nossa opção preferencial e efetiva para com os pobres.

Que a Virgem Maria e São Rafael Arcanjo intercedam por nós nesta missão.

Fraternalmente,

Dom José Aristeu Vieira

Bispo Diocesano

CáritasLuz/ Coordenação Diocesana de Evangelização

Desenvolvido por: logo celula