Música: cantar e tocar para levar o coração humano ao coração de Deus

No mês de agosto a Igreja reza por todas as vocações. A palavra vocação vem do verbo no latim “vocare” que significa “chamar”. A vocação é um chamado que cada um de nós sentimos ecoar em nosso interior, mediante os dons que Deus em sua infinita bondade nos concede para serem colocados a serviço da comunidade a qual pertencemos. Como comunidade de fé, fazemos parte da Igreja Corpo Místico de Cristo, e como nos diz São Paulo em sua carta aos Coríntios, muitos são os membros, diversos são os carismas, mas um mesmo é o Espírito que nos une em um só corpo. Assim ninguém é melhor; mas cada um contribui com seus dons para que a Igreja Corpo Místico de Cristo se torne viva e atuante no meio do mundo.

A vocação a Música Litúrgica na Igreja (aqui se inclui: instrumentistas, cantores e compositores) tem fundamental importância, uma vez que a música quando ministrada de forma correta, sem exageros e com sintonia com o que pede a Igreja, além de instrumento de evangelização, proporciona o encontro entre Deus e homem, liturgia da terra e liturgia celeste.

Os componentes das equipes de Canto ao responderem o chamado de Deus colocam seus dons a serviço da Igreja na Liturgia, uma vez que a Liturgia é o “cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força” (SC[1] 10). Assim a música expressa a beleza dentro da liturgia, atinge os corações, e sua pedagogia leva os fiéis a adentrar no mistério celebrado.

Portanto, ser ministro de música é algo que deve ser assumido com seriedade, vai muito além de uma vez por acaso pegar um violão e cantar uma liturgia. O ministro que responde um SIM consciente ao chamado de Deus exerce seu ministério com o máximo de zelo, ministrar a música é também um discipulado, onde a voz e os instrumentos tocados estão a serviço de Deus e da Igreja. Ademais os cantores e instrumentistas devem antes de tudo dar testemunho cristão, na busca da graça de Deus devem esforçar-se para ter uma vida de oração, e se dedicar também no aperfeiçoamento da técnica musical, colocando seu carisma à disposição dos desígnios de Deus para melhor servir.

Reconhecido o valor da sua vocação, os músicos e cantores devem sempre estar atentos para não cometerem exageros, tornando a celebração em um show ou lugar para mostrar aptidões e qualidades. Ademais eles “exercem um verdadeiro ministério litúrgico” (SC 29), sendo assim, devem ser os primeiros a mergulhar no mistério, com toda a disposição para ouvir e acolher atenciosamente a Palavra de Deus e de maneira intensa participar dos momentos da celebração. Os músicos e cantores devem dar testemunho de profunda espiritualidade litúrgica, que somada a música litúrgica proporcionam estar na presença de Deus.

Neste mês vocacional rezamos por todas as vocações, especialmente por todos os agentes de música litúrgica de nossa Diocese, que por seu ministério revelam a Beleza do Deus criador em cada celebração Eucarística, memorial da paixão, morte e ressureição do Senhor, promovendo o encontro do coração dos fiéis com o coração de Deus.

Bate-papo

1- Como temos vivido nossa vocação de ministros da música Litúrgica?

2- Estamos preocupados somente em cantar na Liturgia ou buscamos também ter uma profunda espiritualidade litúrgica?

3- Nosso canto tem enaltecido a Cristo na Liturgia ou a nós mesmos?

 

Max Vinícios da Silva

Seminarista do Curso de Teologia

Membro da Comissão Diocesana do Canto Litúrgico

 

 

[1] SC – Sacrosanctum Concilium – Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia 

Desenvolvido por: logo celula