Papa: adolescência é fase difícil, mas não é uma doença

“Uma cultura sem raízes, uma família sem raízes é uma família sem história, sem memória”. Foi o que disse o Papa Francisco na abertura do Congresso diocesano de Roma, na Basílica de São João de Latrão, em junho. Francisco também convidou a estar ao lado dos adolescentes, recordando que esta fase da vida é ‘difícil’, mas não é uma ‘patologia’.

O Congresso diocesano deste ano teve como tema “Acompanhar os pais na educação dos filhos adolescentes”. Dirigindo-se às famílias, o Papa disse: “Vocês vivem as tensões desta grande cidade: o trabalho, as distâncias, o tempo reduzido, o dinheiro que nunca é suficiente. Por isso, para simplificar, rezem em dialeto, pensando nas suas famílias e em como formar seus filhos no âmbito desta realidade”.

O Santo Padre observou que muitas vezes é oferecida aos filhos uma formação excessiva em campos que são considerados importantes para o futuro, com a pretensão de que eles se doem ao máximo, mas não se dá tanta importância ao fato que devem conhecer sua terra, suas raízes.

Adolescência, fase de crescimento para os jovens

Para o Papa, a adolescência é um tempo precioso na vida dos filhos; um tempo difícil, de mudanças e instabilidade, uma fase que traz riscos e dúvidas, mas crescimento para eles e para toda a família.

Francisco disse também que o preocupa a tendência atual dos pais de ‘medicar’ precocemente os jovens. “Parece que tudo se resolve medicando ou controlando tudo com o slogan ‘desfrutar o tempo ao máximo’ e, assim, a agenda dos jovens fica pior do que a de um executivo”. Portanto, “a adolescência não é uma patologia que precisamos combater; faz parte do crescimento natural”.

“Eles querem se sentir – logicamente – protagonistas”, “procuram muitas vezes sentir aquela ‘vertigem’ que os faça sentir vivos”. “Assim, temos que encorajá-los a transformar seus sonhos em projetos! Proponhamos grandes objetivos e ajudemo-los a realizá-los!”.

Atenção à juventude eterna e ao consumismo

O Santo Padre atentou ainda para o paradigma e modelo de sucesso que é a “eterna juventude’: ao que parece, crescer e envelhecer é ‘um mal’, é sinônimo de frustração e de uma vida acabada. Tudo deve ser mascarado e dissimulado. “Como é triste que as pessoas façam ‘lifting’ no coração! É doloroso que se queira cancelar as rugas dos encontros, das alegrias e tristezas!”.

O outro perigo é o consumismo

“Educar para a austeridade é uma riqueza incomparável. Desperta a criatividade, gera possibilidades e, especialmente, abre ao trabalho em grupo, à solidariedade; abre aos outros”.

Fonte: Portal Canção Nova

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