Dom Manoel Nunes Coelho

  • Nasceu aos 12/02/1884, em Patrocínio de Guanhães, atual Virginópolis – MG, filho de Miguel Nunes Coelho e Ambrosina de Magalhães Barbalho. Fez seus estudos primários em sua terra natal, indo para o Seminário Arquidiocesano de Diamantina, onde cursou Filosofia e Teologia. Foi ordenado presbítero com apenas 23 anos de idade, em 07/04/1907, na Basílica do Sagrado Coração de Jesus, junto do Seminário, por Dom Joaquim Silvério de Souza, então arcebispo daquela arquidiocese mineira. Aos 07/07/1907 celebrou a sua primeira missa solene. Foi Vigário de Sant’Ana do Suassuhy – hoje Coroaci, sua única Paróquia, a partir de 31/05/1908, ali permanecendo por 12 anos. Muito contribuiu para a elevação espiritual dos seus paroquianos, devido o abnegado exemplo de uma vida sacerdotal laboriosa e exigente. Era conhecido como Pe. Nelo. Acompanhou o seu arcebispo em uma viagem à Europa, Terra Santa e Egito, no ano de 1914.
  • Foi eleito bispo aos 10/06/1920, da recém criada Diocese de Aterrado (08/07/1918), sendo agrado bispo aos 14/07/1920, por Dom Joaquim Silvério de Souza, na Basílica do Sagrado Coração de Jesus, em Diamantina. Tornava-se sucessor dos apóstolos, com apenas 36 anos de idade, 13 anos depois de ser ordenado padre, no mesmo lugar e pelas mesmas santas mãos de seu bispo.
  • Dom Manoel tomou posse como 1° bispo da então Diocese de Aterrado aos 10/04/1921. Tinha como lema episcopal “Fragilitati Nostrae Presidium” (Proteção para nossa fraqueza). Podemos afirmar, sem nenhum medo de errar, que ele foi corajoso desbravador. Chegando na Vila do Aterrado (Luz) buscou logo a sua emancipação política. Na época, o pequeno arraial era distrito de Dores do Indaiá. Encontrando resistência por parte das lideranças políticas de Dores do Indaiá e do Estado, dirigiu-se ao Presidente Arthur Bernardes, no Rio de Janeiro – antiga capital da República, e conseguiu por decreto federal a criação do Município de Luz, aos 07/09/1923. Conseguiu também a criação da Comarca de Luz. Já em 1922 instalou a Tipografia Diocesana, criou o Jornal “Luz do Aterrado”, “Aterradense” e mais tarde virou “A Luz”. Escreveu muitos documentos de formação religiosa, moral e política, procurando formar e orientar o seu rebanho, conforme a doutrina cristã.
  • Dom Manoel favoreceu enormemente a cidade de Luz, tomando a iniciativa em diversas benfeitorias públicas (calçamento das ruas, serviços de água e luz, construção de residências, etc.) No âmbito religioso, incentivou as pias Associações (Apostolado da Oração, Mães Cristãs, Legião de Maria, Filhas de Maria, Sociedade São Vicente de Paulo, etc.) visitava regularmente a Diocese, promoveu a Visita Domiciliar e novena de Nossa Senhora das Vitórias, com o objetivo de fomentar a oração pelas vocações e angariar recursos para formar os padres da diocese. Realizava todos os anos, em Luz, no Palácio Episcopal, os Retiros Vicentinos, que chegaram a reunir cerca de 700 confrades. Criou as paróquias de Capitólio (15/06/1924), Estrela do Indaiá (09/03/1929), Lagoa da Prata – São Carlos Borromeu (15/07/1932), Medeiros (15/01/1954), Matutina (21/08/1944), Moema (23/06/1957), Paineiras (26/03/1952) e Pains (31/10/1925). Na sede da Diocese, além do Colégio e do Hospital São Rafael, do abrigo para vocacionadas à vida religiosa, Dom Manoel deixou uma marca inapagável do seu episcopado: a majestosa Catedral de Luz, construída em menos de seis anos (27/10/1935 a 21/09/1941). Recebeu, junto com a Primeira Turma, a Medalha da Inconfidência, instituída pela Lei Estadual de 20/02/1952. Já idoso, alquebrado pelo desgaste físico e doente, pediu ao Papa um auxiliar, Dom Belchior Joaquim da Silva Neto, seu Bispo Coadjutor, em 29 de maio de 1960. 
  • Um artigo do Pe. Ivo Urbano Moreira, então vigário de Dores do Indaiá, no Jornal “O Liberal”, assim descreve a morte de nosso primeiro bispo: “… aos cuidados de seus familiares, numa dependência do Palácio Episcopal, passou Dom Manoel os seus últimos dias de vida. A paralisia e a cegueira foram o martírio de quem se dedicou por mais de 46 anos, como verdadeiro pastor na defesa de seu rebanho. Faleceu aos 83 anos de idade, cerca de 9:30 horas do dia 07 de julho de 1967, (60 anos após a celebração de sua primeira missa) e foi sepultado no dia 09 de julho, um domingo”.
  • Hoje, seus restos mortais descansam na Cripta da Catedral, na qual foi por ele mesmo construída.
Breve Biografia dos Bispos Breve Biografia dos Bispos

1°. Dom Manoel Nunes Coelho, de 10 de abril de 1921 a 07 de julho de 1967

2°. Dom Belchior Joaquim da Silva Neto

Administrador Apostólico “Sede Plena” 29 de maio de 1960 a 10 de julho de 1967.

Bispo Diocesano: 10 de julho de 1967 a 18 de maio de 1994

3°. Dom Eurico dos Santos Veloso

Bispo Coadjutor:31 de agosto de 1991 a 18 de maio de 1994

Bispo Diocesano: 18 de maio de 1994 a 03 de fevereiro de 2002

Dom José Martins da Silva (Administrador Diocesano),de 05 de fevereiro de 2002 a 18 de maio de 2003;

4°. Dom Antônio Carlos Félix, de 18 de maio de 2003 a 18 de maio de 2014

Pe. Antônio Campos Pereira (Administrador Diocesano), 21 de maio de 2014 a 14 de junho de 2015 5°.

Dom José Aristeu Vieira, 14 de junho de 2015 a …

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