Dom Belchior Joaquim da Silva Neto

  • Nasceu aos 07/11/1918, em Araújos – MG, era filho de Belchior Joaquim Zico (Zico Tobias) e Anita Maria de Jesus. Sua família era constituída por sete irmãos, entre os quais Dom Vicente Joaquim Zico, Arcebispo Emérito de Belém do Pará, Pe. José Tobias Zico, lazarista, já falecido, e a Ir. Zélia, que vive no Mosteiro Carmelita “Sagrada Família”, de Pouso Alegre – MG. Seus outros irmãos vivem em Divinópolis e Belo Horizonte.
  • Dom Belchior fez os seus estudos iniciais em Luz e no Seminário do Caraça. Cursou Filosofia e Teologia em Petrópolis- RJ, no Seminário dos Padres da Congregação da Missão ou Lazaristas. Posteriormente, graduou-se em Filosofia, História e Psicologia pela Faculdade Salesiana de São João Del Rei – MG, e em Letras pelas Faculdades de Luz e Formiga.
  • Sua ordenação sacerdotal aconteceu aos 08/12/1945, em Petrópolis – RJ, pela imposição das mãos de Dom João Batista Cavatti. Após a sua ordenação sacerdotal, serviu a Igreja, dentro do carisma de sua Congregação, como formador dos Seminários Sagrado Coração de Jesus, em Diamantina – MG, São Vicente de Paulo e da Prainha em Fortaleza – CE, de 1946 a 1960. Foi sagrado Bispo de Aterrado aos 24/04/1960, na Igreja São José do Calafate, em Belo Horizonte, por Dom João Resende Costa, então Arcebispo de Belo Horizonte. Seu lema Episcopal era “Charitas Christi Urget” – “O Amor de Cristo Urge”.   Assumiu o governo da Diocese como Administrador Apostólico “Sede Plena”, devido ao precário estado de saúde de Dom Manoel. E com a morte deste, tornou-se o 2° Bispo Diocesano aos 10/07/1967.
  • Suas principais realizações: construção e implantação do Seminário Diocesano, com as casas em Luz (1961 – 1981) e Belo Horizonte (1980); da Faculdade de Luz (1975); Salão Diocesano de Pastoral, junto ao Palácio; reformas no Palácio e Residência Episcopal; Casa de Pastoral, Igreja São José Operário em Luz; transferência da BR-262 para mais próximo de Luz (no projeto original a rodovia passaria a uns 12km distantes da cidade, para os lados de Dores do Indaiá), entre muitas outras iniciativas. Dom Belchior se preocupou e empenhou em atender os pedidos para resolver diversas situações sociais dos Municípios que abrangem a Diocese de Luz, através de contatos com as autoridades nos diversos níveis do poder público.
  • Dom Belchior tornou-se bispo às portas do Concílio Vaticano II – 1962 – 1965, no qual participou do começo ao fim, e dele falava com grande entusiasmo. Procurou implantar as diretrizes conciliares, de forma prudente, mas corajosa. Em sua missão pastoral, conseguiu da Santa Sé, aos 05/12/1960, a mudança do nome de Diocese do Aterrado para Diocese de Luz. Logo após o Concílio promoveu a organização da Diocese em 05 foranias; trabalhou pela unidade dos trabalhos pastorais através das reuniões dos padres nas foranias, assembleias gerais bimestrais e o retiro anual do clero; organizou o Conselho Presbiteral e o Colégio dos Consultores Diocesanos; insistiu na criação dos Conselhos Paroquiais. Em 1967, conseguiu do Papa Paulo VI a criação do  Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão; incrementou a presença e atuação dos movimentos leigos (Cursilhos de Cristandade e Encontro de Casais com Cristo, Shalom, etc); realizava com gosto e entusiasmo as Visitas Pastorais às Paróquias, nelas permanecendo de três a quatro dias. Criou as paróquias Sagrado Coração de Jesus – Formiga (15/08/1963), e Nossa Senhora do Rosário de Japaraíba (11/10/1987); ordenou 60 sacerdotes e sagrou 03 bispos para a Santa Igreja, como ele costumava contar com santo orgulho. Outra marca registrada de Dom Belchior foi sua obra literária. Ele escreveu três Cartas Pastorais; cerca de 16 livros de poesia, biografias e os que ele denominava “Romances Pastorais”; o “Boletim do Clero” mensal, dirigido ao Presbitério da Diocese, e os numerosos artigos para jornais e revistas.
  • Aos 31/08/1991, recebeu o Bispo Coadjutor, Dom Eurico dos Santos Veloso. Aos 18/05/1994 se tornou Bispo Emérito. Continuou a residir em Luz, acompanhando de perto, na oração e atenção, a vida de sua amada Diocese, até o seu falecimento aos 24/05/2000. Foi sepultado no dia 26/05/2000 na Cripta da Catedral Diocesana, ao lado de Dom Manoel Nunes Coelho, nosso 1° Bispo Diocesano.
  • Dom Belchior marcou, de forma perene, a vida de nossa Diocese, com sua alegria e otimismo; com os inesquecíveis cabelos brancos e voz rouca; com a sua presença ágil e “espirituosa”, revestido de sua batina episcopal, da qual falava com orgulho: “carrego nesta batina a poeira das 40 cidades da Diocese!”.

Brasão de Armas

 

Escudo: 

De prata, um leão nascente do bordo inferior do escudo, de púrpura armado de azul, sustentando na mão direita um Tau de vermelho.

Insígnias Episcopais: 

Chapéu prelatício com três fileiras de borlas, de verde e cruz processional.

Lema:

“Charitas Christi Urget”

Comentário:

O escudo é o da família Silva com a diferença de ser o leão nascente, sustentando além disso uma cruz de Tau.

O Leão personifica o armigerado, que com o zelo apostólico, se entrega, inteiramente, aos seus diocesanos. A cruz de Tau exprime a caridade de Cristo, que recebeu sua extrema expressão na sua imolação na cruz.

Todo o empenho do bispo deve imita-ló, se for necessário, até com o sacrifício de sua própria vida.

Breve Biografia dos Bispos Breve Biografia dos Bispos

1°. Dom Manoel Nunes Coelho, de 10 de abril de 1921 a 07 de julho de 1967

2°. Dom Belchior Joaquim da Silva Neto

Administrador Apostólico “Sede Plena” 29 de maio de 1960 a 10 de julho de 1967.

Bispo Diocesano: 10 de julho de 1967 a 18 de maio de 1994

3°. Dom Eurico dos Santos Veloso

Bispo Coadjutor:31 de agosto de 1991 a 18 de maio de 1994

Bispo Diocesano: 18 de maio de 1994 a 03 de fevereiro de 2002

Dom José Martins da Silva (Administrador Diocesano),de 05 de fevereiro de 2002 a 18 de maio de 2003;

4°. Dom Antônio Carlos Félix, de 18 de maio de 2003 a 18 de maio de 2014

Pe. Antônio Campos Pereira (Administrador Diocesano), 21 de maio de 2014 a 14 de junho de 2015 5°.

Dom José Aristeu Vieira, 14 de junho de 2015 a …

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